Existe um momento, que se repete a cada quatro anos, em que o planeta inteiro parece parar para assistir à mesma coisa. Seis bilhões de pares de olhos projetados numa tela, 13 bilhões de dólares de investimento global circulando entre transmissões, patrocínios e infraestrutura, e uma competição que se consolidou como o maior evento esportivo da história.
A Copa do Mundo de futebol se tornou mais do que um simples campeonato e se tornou um espaço de conexão entre culturas e comunidade criada em prol do esporte e da comemoração coletiva. E a música eletrônica, que muita gente supõe que está apenas confinada às madrugadas e aos clubes voltados para o gênero, nunca ficou de fora desse movimento popular.
Em 1990, a seleção inglesa decidiu abandonar os hinos convencionais e adotou New Order, um grupo que misturava Acid House com Indie Rock e que representava exatamente o que estava acontecendo nas ruas e nas pistas da Inglaterra naquele momento. “World in Motion” liderou o UK Singles Chart. Desde então, tracks de David Guetta, Calvin Harris e dezenas de outros nomes da cena eletrônica embalaram arquibancadas, vestiários e as horas que existem entre um apito e outro.
A relação entre futebol e música eletrônica sempre foi mais íntima do que parece à primeira vista. O que separa as duas culturas é, no fundo, apenas o tipo de ritual. Por isso, separamos 5 tracks da música eletrônica que carregam esse espírito do futebol.
LF System, Young Franco — Ripa Na Xulipa
Young Franco e o duo LF System criaram a faixa especialmente para a Copa do Mundo de 2026, ancorada na house music e construída sobre samples vocais em português. É uma daquelas tracks que consegue remeter ao Brasil e ao futebol ao mesmo tempo sem forçar nenhum dos dois, deixando que a própria música e a própria pista levem e celebrem a música do jeito que desejar.
Maz & Antdot Remix — Celebration
A faixa original de Supermini e Frankie Romano já carregava influências brasileiras fortes o suficiente para transformá-la num hino dentro do Afro House. O remix de Maz e Antdot aprofundou essa brasilidade, dois artistas que construíram referência suficiente no gênero para conquistar uma residência em Ibiza com o selo Dawn Patrol. O resultado é brasilidade em estado puro.
Scooter — Maria / I Like It Loud
O grupo alemão Scooter existe numa interseção improvável entre techno, rave, happy hardcore e eurodance, e foi exatamente essa mistura que transformou “Maria”, originalmente nascida do refrão de “I Like It Loud” de Marc Acardipane, num hino que atravessou estádios, festivais e décadas. Em 2003, a regravação do Scooter consolidou a faixa como um dos sons mais reconhecíveis do esporte, e na Copa de 2026 ela foi escolhida pela seleção austríaca como música oficial para comemoração de gols.
David Guetta — DNA
A FIFA Sound existe para conectar o futebol com a música ao redor do mundo, e quando a plataforma foi buscar alguém para criar uma faixa para a Copa de 2026, o convite chegou até David Guetta. Ao lado de Andrea Bocelli e Megan Thee Stallion, ele construiu “DNA”, uma faixa que tenta reunir, numa única produção, a amplitude de gêneros, contexto e culturas que o evento proporciona, agora materializado em uma track que é levada a quase todos os estádios da competição.
It’s all about groove.