Nem sempre a história de um grande festival acontece no maior palco. Em 2001, quando o Rock in Rio criou pela primeira vez um espaço dedicado à música eletrônica, DJs e público se encontravam na Tenda Eletro, montada em uma área onde grama e terra faziam parte do cenário. Longe da escala das estruturas atuais, aquele espaço colocou house, techno, trance e drum’n’bass dentro da Cidade do Rock e iniciou uma relação que atravessaria as décadas seguintes.
Vinte e cinco anos depois, basta olhar para o New Dance Order para entender o tamanho dessa transformação. Em 2026, o palco dedicado à eletrônica chega a 22,5 metros de altura, 56,5 metros de largura e 502 metros quadrados de painéis de LED. Mas o dado mais revelador talvez seja outro: pela primeira vez, o espaço funciona durante os sete dias do festival. Steve Angello, James Hype, MEDUZA, Fatboy Slim, ANNA e John Summit estão entre os destaques de uma programação que também reserva amplo espaço para artistas brasileiros.
E a eletrônica já não cabe apenas em seu próprio palco. Calvin Harris é o headliner do Palco Mundo no dia 6 de setembro, enquanto Alok retorna à principal estrutura do festival no dia 11 com o espetáculo Keep Art Human. A presença dos dois ajuda a mostrar como o gênero passou a circular por diferentes escalas dentro do Rock in Rio, da pista especializada ao espaço de maior visibilidade da Cidade do Rock.
A distância entre a Tenda Eletro de 2001 e o New Dance Order de 2026 não se mede apenas em metros de LED. Ela acompanha uma transformação maior da própria música eletrônica no Brasil. O que começou em uma tenda sobre grama e terra hoje ocupa sete dias de programação, recebe alguns dos maiores DJs do mundo e alcança o Palco Mundo. A pista deixou de ser um território paralelo do Rock in Rio para se tornar parte da arquitetura do festival.
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