James Greene é um nome que você precisa manter no radar. Original de Huddersfield, no Reino Unido, e atualmente vivendo nos Emirados Árabes, o DJ e produtor construiu uma reputação sólida baseada em uma assinatura sonora que resgata o house dos anos 90, polido com o brilho da estética mais atual. Com suportes de peso na BBC Radio 1 e de gigantes como Vintage Culture e Jamie Jones, Greene transita entre o underground de Londres e os skylines de Dubai, levando sempre consigo aquele groove que faz a pista sorrir.
Em seu mais novo capítulo, James retorna à Adesso Music com o single ‘French Fry’. A escolha do selo não é por acaso; sob o comando do lendário Junior Jack, a Adesso tem se firmado como uma curadoria implacável de faixas que priorizam a alma e o “feel-good factor”. ‘French Fry’ é o puro suco dessa filosofia: um house uplifting, com baixos funkeados, synths vibrantes e um vocal francês que traz uma sofisticação sedutora, preparando o terreno para um drop que chega com potência na sequência.
Aproveitamos este ótimo lançamento para trocar algumas palavras com o artista. Confira:
James, obrigado por nos receber! Conte um pouco sobre o processo que te levou à sua identidade atual, que mistura house music dos anos 90 com aquele toque moderno e fresco. Quais referências foram fundamentais para você chegar a essa estética?
Acho que vem de anos de tentativa e erro, descobrindo quem eu queria ser como artista. Sou muito inspirado pelos sons da era do house dos anos 90 e adoro aqueles discos – artistas como David Morales, Roger Sanchez, Armand Van Helden. Eles criaram discos atemporais – então têm sido grandes inspirações para mim.
Falando em identidade, quais são seus elementos ou equipamentos favoritos para criar aquele “punch” característico nas suas faixas? Tem algo que você considera indispensável?
Quando estou sendo criativo e trabalhando em ideias, meu escolhido é o Arturia Mini V – é um clássico! Também adoro o M1 Korg. Para mixagens e finalização de faixas, eu sempre uso os Wave VST’s. São plugins incríveis e, quando comecei a produzir, foi o que usei – então sempre mantive eles. Acho que quando você encontra um plugin ou software que conhece bem, continue com ele!
Sua mudança para os Emirados Árabes Unidos influenciou a forma como você vê a cena eletrônica e sua própria música? O que este lugar trouxe de mais positivo para você, pessoal e profissionalmente?
Antes de me mudar para os EAU, sentia que tinha perdido meu rumo, não só como DJ/produtor, mas na vida. Fazer música, tocar e ser criativo sempre foi algo que fiz e pelo qual fui apaixonado, mas eu simplesmente não estava ativo na cena eletrônica, nem lançando música, nem correndo atrás de shows. Fiquei quase um ano sem abrir o Ableton antes de me mudar e não sabia que direção queria seguir. Vir para os EAU em 2023 me deu um recomeço e uma chance de me reconectar com o que amo – a música dance. Há uma grande cena de música eletrônica em Dubai, com muitos DJs e produtores, e tive a sorte de fazer parte dessa comunidade, o que realmente ajudou minha carreira tanto como DJ quanto como produtor. Tenho que dar um salve para pessoas como Tom Higham e Scott Forshaw – eles me ajudaram e apoiaram muito quando cheguei. Aqui todo mundo é muito positivo, o que ajuda! Também foquei muito em ir à academia, malhar e tentar ter um estilo de vida mais saudável, o que teve um impacto muito positivo na minha vida.
Como funciona, geralmente, o seu processo criativo? Você começa pelo groove ou por uma ideia melódica? No caso de ‘French Fry’, você lembra qual foi o ponto de partida?
Eu sempre começo pela bateria – não sei por quê, mas é assim que eu crio. Em ‘French Fry’, eu queria acertar a bateria para que tivesse um som old school. Depois que consegui o groove funcionando, foi tudo sobre criar o lead sound certo e, então, samples vocais para colocar por cima da faixa. Na verdade, é uma faixa bem simples, com cerca de 15 canais – mas cada coisa tem seu lugar e tudo funciona muito bem junto (se é que eu mesmo diga, haha!).
É inegável que o vocal em francês no break é um dos maiores destaques da faixa. De onde veio a ideia de trazer esse toque mais sensual e sedutor?
Eu estava ouvindo uns discos antigos de house francês e pensei que seria muito legal tentar fazer algo parecido para meus sets de DJ, com um vocal falado. Encontrei aquele vocal e amei! Quando coloquei aquilo no break, a música realmente ganhou vida!
Este é o seu segundo lançamento na Adesso Music, certo? Como é trabalhar com a equipe e receber o selo de aprovação de uma lenda como o Junior Jack?
Isso mesmo! É meu segundo lançamento. A Adesso é um selo incrível e a equipe tem feito um trabalho fantástico com a minha música. Eles são super fáceis de trabalhar e sempre me mantêm atualizado com relatórios sobre o desempenho da faixa, o que é legal! As faixas que lancei com a Adesso tocaram no mundo todo, em grandes festivais, por artistas incríveis! Incluindo um dos meus favoritos, Vintage Culture… e na BBC Radio 1 do Reino Unido, que sempre foi um objetivo para mim. Ter o Junior Jack querendo assinar minha música é incrível, é um sonho realizado! Espero um dia remixar um dos discos icônicos dele! Isso é com certeza um item da lista de desejos.
Para finalizar, o que podemos esperar de James Greene para o resto de 2026? Quais são os planos para o futuro próximo? E uma viagem ao Brasil, está nos planos? Muito obrigado!
Este ano está se moldando para ser o meu maior até agora, e me sinto muito grato por isso! Tenho mais lançamentos por vir em algumas gravadoras de dance music bem grandes e mal posso esperar para compartilhar minhas novas faixas. Estou realmente esperando conseguir shows maiores este ano… Uma viagem ao Brasil? SIM! Eu adoraria. Eu realmente gostaria de fazer alguns shows aí – espero que um dia eu possa tocar nesse país incrível. Então, promotores do Brasil, se vocês estão lendo isso – por favor, entrem em contato, e eu pegarei o primeiro avião para aí.
It’s all about groove