Trinta artistas. Dois dias. O line-up da Time Warp Brasil 2026 já justificaria sozinho a viagem até Itaquera, já que nesta edição o evento acontece na Neo Química Arena. Mas dentro dele existem escolhas que merecem atenção especial, seja pelo histórico, pela raridade ou pelo que representam na cena hoje.
Aqui você confere cinco atrações que você não pode deixar passar de acordo com o time da GROOVE.
Charlotte de Witte
De Ghent para o palco principal do Tomorrowland — em 2025, ela foi a primeira artista da história a abrir e fechar o Main Stage no mesmo dia. Charlotte também acumula rankings: quatro vezes melhor DJ de techno do mundo pelo DJ Mag, número 9 geral em 2025, e um álbum de estreia lançado em novembro pelo próprio selo KNTXT. Acid techno, minimal, graves que pesam: o som dela não tem muita paciência para ornamentação, e é essa qualidade que faz funcionar tanto num clube escuro quanto numa grande arena. Uma das confirmações mais aguardadas da sexta-feira.
Maceo Plex
Mais de trinta anos dentro da música eletrônica, e Maceo Plex ainda não tem endereço fixo de gênero. Techno, house, electro, melodic, ele transita entre tudo isso com muita naturalidade, evitando sempre qualquer tipo de categorização do seu som. Em 2025, passou por Ibiza, Barcelona, Crystal Palace Bowl. A agenda não desacelera, e os sets continuam com aquela qualidade de construir tensão sem pressa, de deixar a pista entrar no ritmo antes de acelerar de verdade. Veterano do festival, ele aparece no sábado como uma das presenças mais esperadas do line-up para quem gosta de ser surpreendido.
Maceo Plex live from Berlin | Full Set at Ritter Butzke
Henrik Schwarz Live
Uma das atrações mais especiais do line-up, e talvez a menos óbvia para quem não acompanha de perto. Henrik Schwarz trabalhou com Michael Jackson, Stevie Wonder, Coldplay, James Brown e Mary J. Blige, e foi além, compôs para a Filarmônica de Berlim e outros grandes conjuntos orquestrais. Poucos levaram a ideia de performance ao vivo eletrônica tão longe quanto ele, sempre partindo do zero, sem templates nem fórmulas repetidas. Ver o Henrik em formato live é outra coisa.
Clementaum
Uma das representantes brasileiras do line-up. Natural do Paraná, ela transita entre funk, techno e tribal com uma naturalidade que poucos conseguem e de forma muito autoral. Em 2024, levou o prêmio de DJ do Ano no WME Awards, se apresentou no Boiler Room do Primavera Sound Barcelona e foi destacada pela WGSN. Autodidata, aprendeu a discotecar no YouTube, encontrou o Vogue Beat como centro do projeto e se aproximou da cultura Ballroom, onde carrega o título de Overall Princess Harpya.
Julya Karma
O nome mais fora do radar dessa lista — e provavelmente o mais recompensador para quem não a conhece ainda. Saindo do underground de Brooklyn, ela cresceu estudando piano clássico desde os 6 anos e foi absorvendo rock psicodélico, jazz e música tradicional do Oriente Médio pelo caminho. Hoje mora em Berlim e não está interessada em se encaixar em nenhum estilo específico. Está interessada no que está vivo num determinado momento. Um set dela começa sem aviso e termina sem que você perceba que o tempo passou.
It’s all about groove