Chegar ao décimo lançamento é sempre um ponto-chave para uma gravadora — não só pelo número, mas pelo que ele diz sobre consistência, curadoria e determinação em manter um catálogo ativo em meio às dificuldades. E a Melodic Therapy escolheu marcar esse momento com um release que mira exatamente onde a label mais cresceu até aqui: Progressive e Organic House, os gêneros que renderam seus melhores resultados de vendas, charts e suportes de DJs.
O resultado é Reincarnation, um EP de remixes que revisita cinco das faixas mais bem-sucedidas do catálogo e propõe algo simples de entender e difícil de executar bem: trazer música “de volta à vida” sem repetir o passado. A própria Melodic Therapy reforça que a ideia não foi simplesmente lançar um pack de remixes, não é releitura por releitura, mas sim uma forma de recuperar a essência de uma faixa e colocá-la em outro contexto de pista, com novas atmosferas e outra narrativa.
A ideia é que este seja um EP anual, sempre com remixes do próprio catálogo e com nomes cada vez mais sólidos, como estratégia para ampliar seu alcance. Diferente do que vemos por aí, onde a maioria das gravadoras hoje são criadas por produtores musicais para dar vazão às suas obras, a Melodic Therapy quer reforçar o valor do caminho inverso: uma equipe dedicada, profissional, com cronograma, relacionamento e muito trabalho nos bastidores.
Nessa missão de reimaginar sem descaracterizar as obras originais temos Kamilo Sanclemente e André Moret, que abrem o EP com uma versão progressiva e pulsante de “We Are The Wolves”, original de Tamir Regev, expandindo a tensão melódica para um horizonte mais amplo e atmosférico. Em seguida, Stereo Underground — alter ego do produtor e DJ Yariv Etzion, conhecido por melodias emocionais e ambiências cinematográficas — entrega uma leitura paciente e profunda de “Be Alive”, de André Moret, com construção sutil e narrativa bem desenhada.
A jornada segue com Madraas, duo italiano com passagem por selos como All Day I Dream, reformulando “Sounds Like A Melody”, também de Tamir Regev, com um flow orgânico e quente, adicionando um lift melódico delicado. Depois, Ilias Katelanos & Plecta conduzem “Labyrinth”, de Julian Liander, por terrenos mais profundos e progressivos, com arranjos em evolução constante e transições fluidas — assinatura que ajuda a explicar por que o duo vem dominando charts e recebendo suporte de nomes como Nick Warren, Acid Pauli e Sébastien Léger. Fechando o EP, Traumhouse apresenta uma leitura mais melancólica e atmosférica de “On My Mind”, de Camila (AR), equilibrando introspecção com uma pegada club elegante e contida.
Em resumo, são artistas com anos de estrada e catálogos extensos, com passagens por algumas das maiores labels do circuito — de Anjunadeep e Balance a Lost&Found, Sudbeat, Last Night On Earth e Global Underground. E isso chega em um momento em que a Melodic Therapy já vinha acumulando sinais consistentes de tração: suporte de DJs como Hernan Cattaneo, Lee Burridge, Black Coffee, Guy Mantzur, Eelke Kleijn, Sasha Carassi e muitos outros, além de resultados relevantes em rankings da Beatport ao longo do catálogo (com destaques como #01 Beatport Hype Electronica com o VA Inner Resonance I e entradas recorrentes em Hype/Top100 de Organic, Progressive, Deep House e Afro House).
O recado que fica é que a Melodic Therapy quer posicionar-se lado a lado com as labels mais promissoras do gênero — e está trabalhando para isso com as ferramentas essenciais: fortalecendo o próprio catálogo e elevando o padrão de curadoria.
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